Informações Médicas

O carcinoma ductal in situ na realidade não é biologicamente um verdadeiro câncer. As células tumorais estão contidas na luz do ducto mamário, sem atravessar a camada de sustentação, chamada lâmina basal, composta por diversas substâncias tipo colágeno e laminina. Por isto não são invasivos e não conseguem circular pelo organismo a ponto de produzir metástases.

Acredita-se que a maioria dos carcinomas ductais in situ, na dependência de fatores genéticos e do tipo de célula em que se iniciam, jamais irão progredir e se infiltrar nos tecidos subjacentes. No entanto, com os conhecimentos atuais, não se sabe quais casos irão para frente. Assim, é necessário que todos os casos sejam tratados.

O índice de cura com o tratamento é de quase 100%; não é total, porque algumas vezes o carcinoma ductal in situ pode se recidivar.

Na dependência da extensão da lesão pela mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética, pode-se indicar para tratamento cirúrgico a mastectomia, adenectomia ou ressecção segmentar de mama.

Como regra geral, com medida de tumor até 3.0cm, recomenda-se ressecção segmentar de mama, seguida de radioterapia. Para alterações maiores, difusas ou multicêntricas, opta-se pela remoção de todo o corpo da glândula mamária, adenectomia, seguida de reconstrução com inclusão de silicone. Neste caso, não é necessário radioterapia. Se existirem focos de neoplasia próximos da aréola e papila é preferível removê-los, e nesta condição seria preconizada a mastectomia, preservando-se a maior parte da pele possível, igualmente seguida de reconstrução.

A biópsia de linfonodo sentinela é indicada quando se suspeita que possa existir alguma área de invasão de lâmina basal, deixando o tumor de ser in situ. Por exemplo, lesões maiores que 3.0cm, casos tratados por mastectomia ou adenectomia, tumores palpáveis ou diagnosticados por mamotomia ou core-biopsy, podem conter pontos de invasão e devem merecer biópsia de linfonodo sentinela.

Para redução de risco de mama contralateral ou de recidiva local quando for feita uma ressecção segmentar, é recomendável o uso de hormonioterapia preventiva, com tamoxifeno, ou inibidores da enzima aromatase, por alguns anos, se as células tumorais apresentarem proteínas receptoras de hormônios estrogênicos pelo exame imunohistoquímico.

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