Informações Médicas

Mastalgia ou dor mamária é o principal sintoma das alterações funcionais benignas das mamas, caracterizadas por dor, espessamento e nodularidade do tecido mamário. Quase sempre existe aumento de intensidade do quadro nos dias pré-menstruais.

A mastalgia é muito comum sendo referida por 60-70% das mulheres nos dias atuais. Sua origem está relacionada ao estímulo repetido do hormônio estrogênio, produzido nos ovários, em mulheres que não engravidaram ou engravidaram poucas vezes e amamentaram por curtos períodos.

A dor mamária não está associada ao câncer e também não aumenta a chance de seu aparecimento no futuro.

Na maioria das vezes o sintoma é leve e suportável. É necessário apenas orientação médica esclarecedora. É útil se evitar excessos de cafeína na alimentação (chá, café, chocolate, refrigerantes como coca-cola), que costumam aumentar a dor. Recomenda-se o uso de sutiã adequado, tipo top, para boa sustentação e evitar o balanço das mamas nos períodos de dor. Às vezes, podem ser usados analgésicos por via oral ou local (pomadas) ou diuréticos leves.

Mulheres muito sintomáticas, que são raras, são tratadas com tamoxifeno, substância anti-estrogênica.

Existem outras causas de dor na região mamária, como inflamações, traumas físicos, distúrbios emocionais e nevralgias, que requerem tratamento específico pelo especialista.

Atuais
O fibroadenoma representa lesão benigna, de formato nodular, originária nos lóbulos mamários. Aparece geralmente entre os 15 e 25 anos, mede até 2-3cm, é duro (sólido), móvel, liso e indolor. Na maioria das vezes é único.

É bem típico ao exame de ultra-som, que pode ser realizado em qualquer idade, e pela mamografia, feita só após os 35 anos de idade.

Teoricamente não precisa ser retirado; pode ser acompanhado, após punção confirmatória de benignidade, porque não apresenta risco de transformação para câncer. Na prática, porém, é difícil a aceitação da mulher em conviver com o nódulo e a maioria dos fribroadenomas acabam sendo retirados com pequeno corte na pele, sob anestesia local, a pedido das próprias pacientes.

São nódulos intra-mamários cheios de líquido no seu interior. Geralmente são múltiplos e bilaterais, podendo ser palpáveis ou não. Não apresentam sintomas e são descobertos pelo toque manual, ou por ultrassonografia ou mamografia.

Pelo exame de ultrassom, os cistos podem ser classificados em simples e complexos (com septos ou lesões vegetantes internas).
Os cistos simples não palpáveis, merecem só acompanhamento, enquanto que os palpáveis, devem ser tratados por punção esvaziadora. É tema controverso, mas ao que tudo indica, cistos simples não aumentam o risco de câncer de mama no futuro, ou, no máximo, aumentam muito pouco.

De outro modo, os cistos complexos podem estar associados com lesões pré-cancerosas ou cancerosas e, por isso, todos os cistos complexos devem ser retirados cirurgicamente.

Mastites são inflamações da mama e, basicamente, podem ser de dois tipos: crônica (periareolar) ou aguda (lactacional).

A mastite crônica periareolar é uma inflamação da região central da mama, sem relação com gravidez e lactação, que tem caráter recidivante e costuma evoluir para uma fístula na pele, próximo da aréola, com saída de material purulento. Não se sabe bem porque, mas 90% das mulheres com este tipo de mastite são fumantes.

Na fase aguda, com evidentes sinais inflamatórios se recomendam antibióticos. Depois, passada esta etapa, se faz necessária a remoção do trajeto fistulado e de parte da papila, para evitar a repetição do quadro. É aconselhável parar de fumar.

A mastite aguda lactacional ocorre geralmente entre a segunda e quarta semanas pós-parto e se deve à entrada de uma bactéria Staphyloccocus aureus, proveniente da orofaringe do recém-nascido, pela papila mamária. Esta entrada se dá por rachaduras na pele da papila ou pelos próprios canais do leite.

Além da sensação de mal-estar e febre, surgem dolorimento mamário, calor e vermelhidão. O tratamento é baseado em antibióticos e, na maioria das vezes, não é necessário se suspender a amamentação. Havendo abscessos (coleções de pus), ficam indicadas a punção e/ou drenagem cirúrgica.

Fluxo ou derrame papilar é a saída de líquido pelos mamilos, não relacionada com lactação.

Tem significado quando o líquido sair sozinho, espontaneamente sem expressão manual, manchando o sutiã. Está mais associado ao câncer, ou a lesões pré-cancerosas, quando for unilateral, sair por um ducto só, e apresentar-se sanguinolento ou como água mineral. Nestes casos deve ser feitos exames de imagem das mamas (ultrassonografia, mamografia ou ressonância magnética) e impõe-se biópsia cirúrgica para afastar câncer.

Quando o derrame ocorrer só mediante expressão manual e com cor amarelada e for bilateral, não há motivo de preocupação.

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